Harold Bloom. Onde está a sabedoria?, Lisboa: Relógio d'Água, 2008. Tradução de Miguel Serras Pereira.
quarta-feira, novembro 19, 2008
O mal da sabedoria (H. Bloom)
Harold Bloom. Onde está a sabedoria?, Lisboa: Relógio d'Água, 2008. Tradução de Miguel Serras Pereira.
terça-feira, novembro 18, 2008
Do congresso ao divã: Manuela Ferreira Leite
- Alô
- PSD!!!!! PSD!!!!!!
- Ó Pacheco Pereira, não esteja constantemente a maçar-me para o telemóvel. Eu se quiser saber de si vou ao seu blogue. Olhe, vá ter com o Lobo Xavier, sim, a ver se eu lá estou…
n' Os Contemporâneos
Uma interpretação possível: «Manuela Ferreira Leite não foi feita para isto» (José Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro)
Crises
José Medeiros Ferreira, no Bicho Carpinteiro
sábado, novembro 15, 2008
Uma história da objectividade
Mente, Cérebro e Filosofia (Kant e Hegel)

sexta-feira, novembro 14, 2008
Sobre o 'animal escondido em Sócrates', 'estética não-aristotélica' e outras coisas (Governo Sombra, 14.11.2008)
A respeito do caso recente sobre Manuel Pinho [para mais esclarecimentos, veja-se o editorial da revista Sábado, com o título sugestivo: "Manuel Pinho e o Obama Português"], foi notado que o primeiro-ministro tende a considerar normal o que é 'escandaloso', e a ficar chocado com 'insinuações'. Ainda sobre José Sócrates, Pedro Mexia quis destacar as recentes declarações do primeiro-ministro em que este parece estar 'à beira de esganar Manuel Alegre' (José Sócrates: «Quanto ao Manuel Alegre, já sabemos que ele está sempre a dar razão a toda a gente menos ao Governo e ao PS. Isso é com o Manuel Alegre»). Para o Governo Sombra, estas declarações lembram que há um 'animal escondido' no primeiro-ministro.
De registar ainda a observação de João Miguel Tavares sobre a manifestação de 100 mil professores ('o facto de estar muita gente na rua não significa que essas pessoas têm razão'), uma proposta de Ricardo Araújo Pereira (um sistema de avaliação com cotas para o governo) e o comentário de Pedro Mexia às recentes declarações 'estapafúrdias' de Manuela Ferreira Leite sobre a comunicação social.
Nas notas finais, espaço para uma referência ao caso do despedimento de Joana Morais Varela, directora da Colóquio/Letras, e à utilidade inquestionável do site da FCG que permite consultar os artigos que foram publicados na revista. Sobre cinema, João Miguel Tavares defendeu que é preferível ver o filme que estiver na sala ao lado de Ensaio sobre a Cegueira, com o argumento de que este 'amplia a dose alegórica excessiva da escrita de Saramago'. A terminar, Ricardo Araujo Pereira propõe que se coma uma cenoura torta (uma explicação para esta proposta pode ser lida aqui). Assim, com a melhor piada do programa, advoga uma 'estética não-aristotélica para os legumes' - legumes que, convém lembrar, 'são para meter no bucho'.
quarta-feira, novembro 12, 2008
Metaphysicians and 'misplaced poets' (A. J. Ayer)
A. J. Ayer. Language, Truth and Logic, 1935.
terça-feira, novembro 11, 2008
'Portugalidade' (III)

sexta-feira, novembro 07, 2008
'Portugalidade' (II)
Manuel Clemente, Portugal e os Portugueses. Assírio & Alvim, 2008.
quinta-feira, novembro 06, 2008
'Portugalidade' (I)
(2007 foi também o ano em que Miguel Real publicou A Morte de Portugal, que mereceria um longo post.)
terça-feira, novembro 04, 2008
Miguel Esteves Cardoso
- dos livros de Saramago;
(«Acho os livros dele mal escritos. Mal escritos no sentido de serem convencidos da sua própria grandeza, da importância do que ele diz. É uma espécie de declaração ao mundo. Não uma história. Não um romance. A importância dos livros só se verifica muito tempo depois. Não é uma coisa instantânea. Não é uma questão de declarar ao mundo as minhas ideias. Isso fazem os filósofos e outras pessoas assim. Os romancistas são contadores de histórias.»)
- da relação entre a ética do escritor e a escrita;
(«Se tirarmos os filhos da puta da literatura e da pintura ficamos com nada. Se se tirarem os bêbados fica-se com zero. Se deixarmos só os livros feitos por pessoas que se portavam bem, tratavam bem a mulher, que eram bons amigos e pagavam as contas a tempo, ficamos só com merda. O único autor que foi boa pessoa e ao mesmo tempo um génio é capaz de ser, sei lá, o Beckett.»)
- dos 'escritores boa onda';
(«O Cardoso Pires era boa onda, um gajo porreiro e um grande escritor. O que ele escanhoou e limpou a lingua! Eu gosto dos que lavam a língua. Há escritores que fazem isso. Despojam-na daquele excesso de ornamentação, de adjectivos, de descrições, de mobília, do raio que o parta.»)
- da poesia (i.e., da literatura) portuguesa;
(«Os grandes escritores são todos poetas. A não ser a Agustina».
«Tu lês o Mário Cesariny ou o Herberto Helder ou o João Miguel ou o Joaquim Manuel Magalhães e ficas... O António Franco Alexandre. O Ruy Cinatti. É uma coisa devastadora. Portanto, o problema está resolvido. Pessoa. Camões. Quer dizer, o problema da nossa literatura está resolvido. Não é preciso inventá-la ou reinventá-la. Está escrita.»)
E de outras coisas, claro.
segunda-feira, novembro 03, 2008
'Diferença' (sobre as eleições americanas)
[...]
[Visão] Fala-se agora em conversas com os talibans para acabar com a guerra, no Afeganistão...
[Risos] Eles sempre falaram com os talibans. É como ouvir os israelitas dizerem que nunca falam com terroristas. Em 1992, falando, no Líbano, com antigos prisioneiros palestinianos expulsos, disse a um deles que ia viajar para Israel no dia seguinte. Ele disse: quer o número de casa do Shimon Peres? Deu-mo e estava correcto! Eles falam sempre.»
Robert Fisk, em entrevista à Visão (Visão, n.º 817)
'Mentes socráticas', por Moritz Schlick
Responsabilidades
Concordo com um ponto referido por Daniel Oliveira: penso que se fala muito pouco da responsabilidade dos gestores. E lembrei-me, a propósito desta questão, das palavras que Fernando Faria de Oliveira proferiu há algum tempo no Prós e Contras. Numa altura em que o governo preparava o plano para 'aliviar' a banca (i.e., uma linha de garantias de 20 mil milhões de euros), o presidente da Caixa Geral de Depósitos sublinhou, logo no início do programa, que o plano iria beneficiar sobretudo os clientes dos bancos. E justificou da seguinte forma: no caso de uma crise que afecte seriamente a banca, os clientes serão os primeiros prejudicados. Na verdade, em discursos como este nunca é incluída a questão da responsabilidade dos gestores. Como se os gestores fossem seres intocáveis.
sábado, novembro 01, 2008
A Ficção e a História (sobre as eleições americanas)

sexta-feira, outubro 31, 2008
O 'danoso ofício dos poetas', por A. M. Pires Cabral

Poetas: são aqueles ‘que ajudam a compreender um bocadinho melhor este mistério tramado que é a vida’;
Metáforas: o 'danoso ofício' com que se ocupam os poetas; as metáforas fizeram-se para disfarçar a realidade; uma metáfora 'bem arrumadinha' proporciona 'um prazer estético extraordinário';
Poesia: ‘o tempo da poesia grandiloquente já lá vai’; a nova poesia deve aproximar-se 'do rés das coisas'.
Poesia e filosofia: a poesia pode proporcionar a reflexão através de uma 'utilização engenhosa da linguagem'; a poesia coloca questões filosóficas de forma ‘mais agradável e menos hermética’.
quinta-feira, outubro 30, 2008
Inclassificável (ainda sobre o salário mínimo) (II)
Este é um dos casos em que as decisões políticas podem (devem) traduzir uma visão a longo prazo e alguma racionalidade. Sim, porque é difícil perceber como pode a economia crescer quando ainda se discute se as pessoas devem receber um salário que, «tecnicamente», dá para sobreviver.


