Há 6 dias
sexta-feira, outubro 16, 2009
Sugestões
Há duas semanas comecei a dar aulas. É a primeira vez que estou numa sala com o objectivo de ensinar «conteúdos e competências» a uns miúdos que têm entre 15 e 17 anos. E tenho uma intuição que ando a confirmar: alguns miúdos têm um sentido de humor fantástico. Ontem, numa apresentação que teve lugar na biblioteca da escola, foi-lhes pedido que respondessem a um questionário, onde deviam indicar sugestões para aquisição. Poucos tinham sugestões, mas um lembrou-se de uma e escreveu assim: «para mim, não há dúvidas: considero verdadeiramente imprescindível a aquisição do Borda d'Água».

terça-feira, outubro 13, 2009
A selecção e os Buraka
«Vou dizer: a selecção portuguesa de futebol só brilha quando depende dos outros. Somos periféricos vaidosos. Sozinhos, é raro irmos lá. Mas, caso dependamos de quem julgamos (com razão) superiores (a Suécia e a Dinamarca), sob todos os aspectos (excepto o gastronómico e climatérico), florescemos.
É como os Buraka Som Sistema: são bons (e centrais) porque são periféricos, da Buraca.»
Miguel Esteves Cardoso, "É bom depender". Público, 12.10.2009
É como os Buraka Som Sistema: são bons (e centrais) porque são periféricos, da Buraca.»
Miguel Esteves Cardoso, "É bom depender". Público, 12.10.2009
sexta-feira, outubro 09, 2009
Sem tempo para mais, venho apenas dizer que vale a pena analisar as propostas do Mário
Eis algumas propostas (e não, o Mário não quer governar Portugal: o Mário é candidato à Câmara Municipal de Setúbal):
Gosto especialmente da intenção de "liquidar os iníquos" e de "acabar com a mama".
segunda-feira, outubro 05, 2009
quarta-feira, setembro 30, 2009
Nina, de Karenin
«Ela cresceu e transformou-se na mais simpática, na mais corajosa, na mais inteligente cadela que poderíamos conhecer, e - a propósito - nada feia. Dei-lhe o nome de Nina, diminutivo de Karenina, por causa de Karenin, a cadela d'A Insustentável Leveza do Ser, um dos meus livros preferidos, que por sua vez tinha sido assim chamada por causa de Anna Karenina.»
Mark Rowlands. O Filósofo e o Lobo, p. 135
Escrever bem, com clareza e profundidade, é a forma de gentileza própria do filósofo, como diria Ortega y Gasset. Mark Rowlands tem essa gentileza - e o livro O Filósofo e o Lobo é um bom argumento para provar a afirmação. O livro mereceu a excelente crítica de João Pereira Coutinho no Folha de S. Paulo.
*(O texto do JPC também está aqui, com fotos de «divindades felinas»)
Isto é capaz de ser útil

(Sobre o discurso do Presidente da República, destaco o comentário do Sr. Inácio: «É pá, eu ainda não percebi bem aquilo das escutas». O Sr. Inácio é a pessoa que me vende o pão todos os dias de manhã.
Eu só ouvi o discurso uma vez, em directo, e parece-me que o Presidente terá dito, perto do final, isto: «Vou agora dirigir-me aos Portugueses.» Então antes esteve a falar para quem? Só para o Largo do Rato?)
segunda-feira, setembro 28, 2009
Homens e lobos
Entretanto, aproveitei o tempo de meditação para começar a ler O Filósofo e o Lobo, o livro de Mark Rowlands que foi agora publicado em Portugal pela editora Lua de Papel. Por aquilo que já li, pude concluir que não é o livro mais indicado para pessoas que têm uma visão luminosa da natureza humana.
Interpretações
As noites eleitorais são uma ocasião excelente para assistirmos a um exercício espantoso: certas pessoas conseguem falar das derrotas como se fossem uma coisa muito boa. Às tantas, uma pessoa fica com dúvidas, esfrega os olhos e pergunta: mas estas pessoas estão a ver o mesmo que nós?
Ontem, a interpretação verdadeiramente fabulosa coube – é preciso sermos justos – ao PCP. Sim, tiveram mais votos, mas são hoje a quinta força política, atrás do BE, que teve um resultado muito bom, apesar não ter sido o que previam algumas sondagens. É sabido que os partidos estipulam objectivos, e que é com base nesses objectivos que avaliam os sufrágios – mas o resultado de um partido não pode ser avaliado em termos absolutos, tendo apenas em conta o número de votos desse partido em eleições anteriores. Para mim, a interpretação menos delirante foi a de Paulo Portas, que tinha várias razões para estar feliz.
O PSD? O PSD também ganhou, é verdade. Ganhou 'legitimidade para ser oposição' (Pacheco Pereira dixit). Bom, esperemos para ver até onde vai o martírio de Manuela Ferreira Leite. Como dizia o director do DN, se o PSD tiver uma vitória importante nas autárquicas, confirma-se que as coisas só correm mal quando é a líder que está a ser avaliada.
O PSD? O PSD também ganhou, é verdade. Ganhou 'legitimidade para ser oposição' (Pacheco Pereira dixit). Bom, esperemos para ver até onde vai o martírio de Manuela Ferreira Leite. Como dizia o director do DN, se o PSD tiver uma vitória importante nas autárquicas, confirma-se que as coisas só correm mal quando é a líder que está a ser avaliada.
Sobre o PS, Manuel Alegre disse tudo: é preciso ter «talento» para gerir a nova situação. Vamos ver se José Sócrates & Companhia têm esse talento.
sexta-feira, setembro 25, 2009
Passar a mensagem
Eu, Ana Sofia, escrevo este post porque uma agência de comunicação me ordenou que o fizesse. Creio mesmo que não estou em mim e que alguém se apoderou do meu espírito. A agência de comunicação pede-me neste momento (estou a receber informações enquanto escrevo...) que entre em contacto com Pacheco Pereira para lhe dizer que o "Quadratura do Círculo" de hoje foi muito esclarecedor, destacando-se a gargalhada do Lobo Xavier quando o António Costa afirmou que Cavaco Silva era o seu Presidente e o Presidente de todos os Portugueses.
quinta-feira, setembro 24, 2009
Este foi um dia especial
Foi o dia em que fiquei a saber que vivo numa cidade de «realidade descalibrada» (Laurinda Alves). Para mais esclarecimentos, é só ir até aqui.
quarta-feira, setembro 23, 2009
terça-feira, setembro 22, 2009
Foi o que se pôde arranjar
Sobre as escutas que, parece, não existiram, penso duas coisas. Primeiro, acho que ainda não se sabe tudo. Segundo, aquilo que sabemos faz crer que estamos perante um enredo muito mauzinho, cheio de inconsistências e trapalhadas. É pena. Era bom que fosse mesmo uma coisa em grande, muito bem pensada, muito bem concebida: um verdadeiro escândalo. Ao menos, poderíamos fazer perguntas como estas: como é que estes tipos pensaram numa coisa destas? ou quem concebeu o plano?. Mas não. Fica-se com a ideia de que foi o melhor enredo que se arranjou. Até o e-mail publicado no DN é estranho... Fixei dois pormenores: a parte do «lê este e-mail sentado» e a forma de despedida «vai-te a eles». (Estas últimas palavras, vá lá saber-se porquê, lembraram-me uma passagem d'O Primo Basílio em que Basílio, depois de rever Luísa, exclama: «A ela como Santiago aos Mouros!».)
Começar bem o dia
é sair de casa e levar isto no mp3:
ou ler um dos textos do Valupi no Aspirina B (eg. "Crespoterapia"); é o remédio certo para manter a boa disposição.
segunda-feira, setembro 21, 2009
Comichões
«Sempre que na Assembleia se diz que o PSD é de direita, eles torcem-se todos nas cadeiras.»
Paulo Portas (em entrevista à Antena 1)
domingo, setembro 20, 2009
"Estado de Guerra"
Além de ser um filme de guerra absolutamente extraordinário, as senhoras têm direito a um plano muito bem conseguido do belo rabiosque do Jeremy Renner (é aquele onde ele está a fazer a barba). E se passarmos da sensualidade para a poesia, sublinhe-se a descrição da caixa que William James (interpretado pelo Jeremy Renner) tem debaixo da cama: é a caixa onde o sargento guarda "todas as coisas que lhe quiseram fazer muito mal" (aliança de casamento incluída). E é também, claro, o objecto que lhe lembra que entre a vida e um jogo de dados talvez não exista grande diferença.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





