Quinta-feira, Julho 09, 2009
Nota sobre o ensaio clássico de Oakeshott
Deixo aqui a parte final do ensaio. Oaekshoot cita Shelley, entre outros. Belíssimo.
Everybody's young days are a dream, a delightful insanity, a sweet solipsism. Nothing in them has a fixed shape, nothing a fixed price; everything is a possibility, and we live happily on credit. There are no obligations to be observed; there are no accounts to be kept. Nothing is specified in advance; everything is what can be made of it. The world is a mirror in which we seek the reflection of our own desires. The allure of fiolent emotions is irresistible. When we are young we are not disposed to make concessions to the world; we never feel the balance of a thing in our hands - unless it be a cricket bat. We are not apt to distinguish between our liking and our esteem; urgency is our criterion of importance; and we do not easily understand that what is humdrum need not be despicable. We are impatient of restraint; and we readily believe, like Shelley, that to have contracted a habit is to have failed. These, in my opinion, are among our virtues when we are young; but how remote they are from teh disposition appropriate for participating in the style of government I have been describing. Since life is a dream, we argue (with plausible but erroneous logic) that politics must be an encounter of dreams, in which we hope to impose our own. Some unfortunate people, like Pitt (laughably called "the Younger"), are born old, and are eligible to engage in politics almost in their cradles; others, perhaps more fortunate, belie the saying that one is young only once, they never grow up. But these are exceptions. For most there is what Conrad called the "shadow line" which, when we pass it, discloses a solid world of things, each with its fixed shape, each with its own point of balance, each with its price; a world of fact, not poetic image, in which what we ahve spent on one thing we cannot spend on another; a world inhabited by others besides ourselves who cannot be reduced to mere reflections of our own emotions. And coming to be at home in this commonplace world qualifies us (as no knowledge of "political science" can ever qualify us), if we are so inclined and have nothing better to think about, to engage in what the man of conservative disposition understands to be political activity.
Terça-feira, Julho 07, 2009
Maria Filomena Mónica e os queirosianos
Eles começaram a fazer-me guerra.
Mas guerra como?
Tem a ver com as carreiras, luta-se por um poder muito pequenino. Os queirosianos vivem do Eça, é como se fossem sanguessugas. O Eça é a razão de ser da carreira e da promoção deles. Tenho a sorte de não pertencer a uma faculdade de letras. Fiz Filosofia, saltei para Sociologia, e agora faço história e de vez em quando escrevo biografias. Não preciso do Eça para subir na carreira. Para começar, já estava no topo, a liberdade era total. Comecei a perceber quando fui a uma conferência nos Estados Unidos, no centenário do Eça em 2000. Havia 40 portugueses que não tomavam o pequeno-almoço comigo, que não se sentavam ao meu lado no autocarro, que não me falavam. Achei aquilo estranho. Mas quem é esta gente? Depois, havia um professor da Faculdade de Letras, o António Feijó, que me disse: "Mas ainda não percebeste? Estás-lhes a roubar o território" Aquilo é território murado, é o território deles. E o professor americano depois explicou-me que quando me convidou por causa da biografia do Eça teve imediatamente cartas de alguns queirosianos a dizer que o Instituto Camões não me devia pagar o avião. Isto disse-me o americano, que respondeu que se o Instituto Camões não pagasse, a universidade americana pagaria. Não sabia nada disto quando fui, só quando cheguei aos Estados Unidos é que verifiquei que era uma persona non grata.
Maria Filomena Mónica em entrevista ao jornal I
Uf!... Assim já estou mais tranquila.
Lido aqui.
Segunda-feira, Julho 06, 2009
Sublinhado e nota de rodapé
Invertendo a ordem normal das coisas, o parágrafo anterior é como uma nota de rodapé que eu introduzo para dizer que gostei de ler, no blogue "Ópera e demais interesses", esta análise do filme Gata em Telhado de Zinco Quente.
(Sim, um dos mais belos homens do mundo. Absolutamente.)
Ainda sobre política e tauromaquia
Lido aqui.
A natureza humana à luz do 'cepticismo mitigado' de Hume
Sábado, Julho 04, 2009
Sexta-feira, Julho 03, 2009
Entretanto, eu já devo ter ouvido isto umas vinte vezes...
Citando o João Lisboa, este «é um daqueles casos cientificamente designados como "tiro e queda"».
Almoços felizes
Quinta-feira, Julho 02, 2009
Quarta-feira, Julho 01, 2009
Ideologia e personalidade...
Quinta-feira, Junho 25, 2009
Quarta-feira, Junho 24, 2009
O Evangelho segundo Ricardo Costa
Ricardo illuminati Costa à sic notícias, a propósito do caso PT/TVI»
Depois de ouvir em directo, encontrei a citação aqui.
Terça-feira, Junho 23, 2009
As cócegas de Nietzsche explicadas por MacIntyre
«The rational and rationally justified autonomous moral subject of the eighteenth century is a fiction, an illusion; so, Nietzsche resolves, let will replace reason and let us make ourselves into autonomous moral subjects by some gigantic and heroic act of the will, an act of the will that by its quality may remind us of that archaic aristocratic self-assertiveness which preceded what Nietszche took to be the disaster of slave-morality and which by its effectiveness may be the prophetic precursor of a new era. The problem then is how to construct in an entirely original way, how to invent a new table of what is good and a law, a problem which arises for each individual. This problem would constitute the core of a Nietzschean moral philosophy. For it is in his relentlessly serious pursuit of the problem, not in his frivolous solutions that Nietzsche's greatness lies, [...]».
Os subsídios e o cinema português segundo Vasco Graça Moura
Estas três semanas
Eleições para o parlamento europeu -
Sobre as eleições, o dado mais preocupante é, a meu ver, a possibilidade de certas figuras que actualmente pertencem às juventudes partidárias (veja-se o primeiro vídeo deste post do "Provas de Contacto") estarem, daqui a uns anos, a governar o país.
Pacheco Pereira foi descrito como uma «loura». Bom, esta é a prova de que nunca devemos subestimar a capacidade humana para estabelecer analogias.
Vai haver eleições no Benfica -
Eu, como portista que sou, acho que a continuação de Luís Filipe Vieira seria espectacular. Foi, portanto, com enorme alegria que descobri aqui que não sou a única a apoiá-lo. Muitas pessoas (e alguns programas de humor...) também estão a torcer por Vieira.
Sábado, Junho 06, 2009
Notas para o fim-de-semana
Bom, amanhã é dia de eleições e eu concordo com a Ana Cristina Leonardo, ou seja, também penso que se deve ir votar (percebo as razões do João Pereira Coutinho, mas não me convencem totalmente). O problema é que hoje ainda não sei em quem irei votar. É verdade: incluo-me na categoria dos "indecisos". Devo, no entanto, deixar uma nota sobre a minha indecisão. Há, evidentemente, alguma desilusão com a classe política, mas o facto é que, desde há algum tempo, estou numa fase de indecisão em termos políticos. Vivo uma espécie de dupla personalidade política. Explicando melhor: há dias em que divido as pessoas em «pessoas de esquerda» e «pessoas de direita»; em que consigo ler os textos do Daniel Oliveira até ao fim; em que os discursos do Francisco Louçã ou da llda Figueiredo me deixam com vontade de vociferar contra os «ricos» e contra «o grande capital»; e em que a palavra «justiça» aparece na minha mente como uma «ideia clara e distinta» (como diria Descartes). Porém, há outros dias em que acontece o oposto, e as frases que acabei de escrever surgem na forma negativa. Nestes dias, fico em pânico só com a ideia de ter alguém a tratar-me por "camarada" (o que já aconteceu...). São dias em que vejo naqueles discursos sinais de uma visão totalitária, e em que recordo o que me dizia uma amiga que escreveu uma tese sobre o conceito de felicidade na obra de George Orwell: o problema dos 'regimes perfeitos' é que são tão perfeitos que não precisam das pessoas. Entretanto, vou continuar por aqui a ler um capítulo do After Virtue, um livro genial do Alasdair MacIntyre, e talvez amanhã, com a ajuda de uma iluminação, a minha indecisão desapareça.
Quinta-feira, Junho 04, 2009
"Singularidades de Uma Rapariga Loura"

Terça-feira, Junho 02, 2009
Segunda-feira, Junho 01, 2009
Melhor do que o sketch...
Com programas destes, quem é que precisa de programas de humor?
Sábado, Maio 30, 2009
Sexta-feira, Maio 29, 2009
Perfeitos dias
[...]
Fernando Pessoa. Correspondência. 1923-1935. Lisboa: Assírio & Alvim, 1999, p. 226. Edição de Manuela Parreira da Silva.
Segunda-feira, Maio 25, 2009
Obediência a Mestres
[...]
Fernando
Ferando Pessoa, Correspondência. 1905-1922, pp. 360-361.
Domingo, Maio 24, 2009
"Arena" ganha prémio em Cannes

Sexta-feira, Maio 22, 2009
Irmão em Além!
A Armando Côrtes-Rodrigues
Irmão em Além!
Fernando Pessôa
Fernando Pessoa. Correspondência. 1905-1022, p. 118 (referência bibliográfica completa no fim deste post)
Terça-feira, Maio 19, 2009
Domingo, Maio 17, 2009
Fernando Pessoa sobre 'um poeta com desvantagens psíquicas'
Fernando Pessoa. Correspondência. 1905-1922. Lisboa: Assírio & Alvim, 1999, pp. 202-293. Edição de Manuela Parreira da Silva.
Terça-feira, Maio 12, 2009
"Tendências Gerais da Filosofia na Segunda Metade do Século XIX"








